terça-feira, 8 de junho de 2010

Alexi Stival é o novo técnico do Cruzeiro


O começo de semana foi movimentado na Toca da Raposa. O Cruzeiro anunciou, por meio de seu site, que seu técnico até o final de 2011 é Alexi Stival, o Cuca. Ficou bem claro que Cuca nunca esteve no topo da lista de Zezé Perrella. O clube tentou trazer Joel Santana, Ney Franco, Parreira e até sondou Fossati.

Cuca fez excelentes trabalhos em alguns times do Brasil. Classificou o Goiás para a copa Sulamericana de 2003. Em 2004, no São Paulo, montou a base do time que foi campeão da Libertadores e do Mundial em 2005. Ano passado, teve grande influência na impossível arrancada do Fluminense rumo a permanência na série A. Porém, falta a Cuca títulos na bagagem. Seu primeiro e talvez único título de expressão foi o campeonato carioca de 2009, quando treinava o Flamengo. Tendo em vista que os maiores erros de Adílson Batista ocorreram nos momentos de decisão de campeonatos, esperava-se que o Cruzeiro investisse em um técnico reconhecidamente ganhador, cuja experiência em conquistar títulos pudesse ajudar o time nos momentos em que Adílson mais pecou. Mas que venha o Cuca. Que ele possa crescer junto com o Cruzeiro e, junto com as outras contratações da diretoria, recolocar o time no caminho certo. Quem sabe não chegou a vez de Cuca passar para o clube dos "campeões" ?

Enquanto alguns chegam, outros saem. Fernandinho e Guerrón deram adeus ao Cruzeiro. Os dois vinham tendo chances porém jogando muito mal. Especula-se que Guerrón possa reforçar (??) o Galo e que Corrêa possa ir para o Cruzeiro. Sorte de uns, azar (ou burrice) de outros.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mais um para o gol do Galo


O Atlético oficializou na noite de hoje a contratação do goleiro Fábio Costa, que estava encostado no Santos. Fábio Costa foi destaque no Vitória e no próprio time santista em 2002, quando os meninos da Vila conquistaram o Campeonato Brasileiro encima do Corinthians.

Mas vejamos os fatos: Fábio Costa está encostado em um time que tem Felipe como titular (todo jogo comete pelo menos uma falha bisonha). Além disso, Fábio Costa é uma pessoa de caráter no mínimo duvidoso. Já teve diversos problemas dentro e fora dos gramados. E para fechar a conta, seu nível técnico atual não justifica tirar Aranha ou Carini do gol alvinegro.

Aranha, Carini, Marcelo, Fábio Costa ... quem será o próximo? Que tal Magrão, do Sport ? Resolveria o problema ... Ou quem sabe dar uma chance para Renan Ribeiro. Bruno e Diego, os dois últimos goleiros de verdade que o Atlético teve, tiveram a sua e aproveitaram.

domingo, 6 de junho de 2010

Galo passa a Copa na zona


Foi difícil assistir até o final. Galo e Ceará fizeram um dos piores jogos do ano no Mineirão, que fecha hoje e reabre em Janeiro de 2013.

O Atlético contou com o retorno de Aranha no gol, mostrando que a diretoria ainda não resolveu a novela dos goleiros, que teve início com a negociação de Diego com o Almeria, em 2007. Enquanto não aprender a sair do gol e a chutar a bola, Aranha não serve para o gol do Galo. Luxemburgo também escalou Jataí e improvisou Diego Macedo no meio. Os dois foram muito mal: Jatái errou tudo que tentou e Diego Macedo se mostrou completamente perdido na sua nova posição. Com tudo isso e um pouco mais, o primeiro tempo do Atlético foi, como gosta de dizer Lélio Gustavo, péssimo dos péssimos. Somente aos 34 minutos, o lateral-direito Coelho chutou de canhota a primeira bola em gol do Atlético no jogo. Antes disso, o Ceará teve pelo menos duas boas chances para abrir o marcador, o que acabou acontecendo aos 10 minutos do segundo tempo. A partir daí, o Galo foi pra cima, porém demonstrou mais uma vez tudo aquilo que irrita sua torcida: falta de criatividade, erros ridículos de passe e "sonolência" de alguns jogadores. O Ceará esteve bem mais perto do segundo gol do que o Atlético esteve do empate. Ao final do jogo, a torcida (que apoiou o time durante o jogo inteiro, mesmo após o gol do time cearense) perdeu de vez a paciência com os jogadores, com inteira razão.

As seguidas falhas e a constante falta de criatividade do time é reflexo direto da falta de confiança que pairou sobre o time. No jogo de hoje, ninguém ousou virar a bola de um lado para o outro, pouquíssimos arriscaram um drible e raríssimos tentaram chutes de fora da áerea. O melhor exemplo disso é o zagueiro Werley. O jogador fez um excelente campeonato Mineiro e vinha bem na copa do Brasil. Bastou o time levar quatro gols do Grêmio Prudente e ele passou a falhar seguidamente. Hoje foi bisonho, assim como foi o resto do sistema defensivo do Atlético.

Após o término da partida, Luxemburgo e Kalil endossaram o mesmo discurso: reformulação a vista. O Atlético vai agir, vai mandar alguns embora e trazer outros. E para os que ficarem, Luxemburgo foi bem claro: essa falta de comprometimento que foi vista hoje não será mais tolerada. Concordo com ambos, porém volto a insistir que além de reforços, o time precisa de um bom psicólogo.

Na reestréia do Brasileiro, o Atlético já deve contar com Méndez, Daniel Carvalho e Obina. É claro que eles devem contribuir em qualidade para o time, porém Kalil precisa pensar em pelo menos um zagueiro e dois laterais. O Galo inexiste pelas pontas. O time não confia nos goleiros e os goleiros não confiam na defesa. Veremos qual será a solução da dupla Kalil / Luxa.


Já que aqui no Brasil está difícil, que tal tentar nos EUA ?


O Cruzeiro entrou em campo em Goiânia para enfrentar o lanterna do campeonato brasileiro, cuja campanha contabilizava ZERO vitórias, um empate e CINCO derrotas. Um ponto conquistado. Obrigação de ganhar ?? Talvez. Mas faltou um detalhe: o Atlético-GO tinha, segundo a Itatiaia, SEIS desfalques. E agora ? Será que o Cruzeiro tinha obrigação de ganhar ?

Todos sabem que a única coisa que resta para o Cruzeiro em 2010 é o Brasileiro. Porém, um time que almeja tal conquista tem OBRIGAÇÃO de ganhar (na pior das hipóteses empatar) de equipes chamadas de "pequenas". Embora os técnicos e dirigentes não assumam, quando é feito o planejamento encima da tabela de jogos, este tipo de jogo é aquele que se consideram certos os 3 pontos. Quando aparece um Cruzeiro x São Paulo , Cruzeiro x Atlético-MG , aí sim coloca-se a interrogação a frente do jogo. Mas é inadimissível ouvir o técnico interino do Cruzeiro, Emerson Ávila, dizer após o jogo: "o Atlético-GO foi melhor e total merecedor da vitória".

Camisa não ganha jogo, porém camisa traz obrigações. Os 11 jogadores que vestiram a camisa do Cruzeiro no jogo de hoje tinham obrigação de ganhar do Atlético-GO, por uma série de razões: o elenco é infinitamente superior, o investimento idem, a estrutura de treinamento também. Porém nada disso adianta se não houver comprometimento por parte dos jogadores e da comissão técnica. De que adianta ter Kléber em campo no Mineirão se seu desejo é estar longe dalí, mais precisamente no Palestra Itália ? Leonardo Silva, Jonathan, Marquinhos Paraná desaprenderam a jogar bola ? Claro que não. Talvez eles tenham perdido a vontade de jogar pelo Cruzeiro, algo comum em um grupo que é o mesmo há quase 3 anos. Por isso o time necessita de reforços. O chamado "ciclo" de alguns jogadores já se encerrou.

A parada para o mundial deve ser benéfica para o time celeste. Perrella terá tempo de procurar um treinador e algumas outras peças para o time. E de fazer compras nos EUA, onde o Cruzeiro fará uma série de amistosos.






quinta-feira, 3 de junho de 2010

Movimentação na Toca


Conforme previsto, Cruzeiro e Santos ficaram no empate no Mineirão. Pelo empate eu esperava, porém pela falta de gols não. Méritos para a criticada defesa celeste que desta feita fez belo jogo , impedindo pela primeira vez na temporada que os meninos da Vila balançassem as redes. E cada vez mais parece que o Santos perdeu a alegria de jogar, talvez pelos problemas recentes entre atletas/treinador.

Porém o mais interessante da noite não foi o jogo em sí, mas sim as repercussões dentro do Cruzeiro. Não precisou nem da derrota para Adílson se despedir: somente um empate bastou. Adílson é inteligente e íntegro o suficiente para perceber que não tem mais nada a oferecer ao Cruzeiro, devendo assim seguir seu rumo. Trata-se de um bom treinador, profissional exemplar e ótima pessoa, que ainda será um grande técnico, mas ainda não é o mais indicado para quem quer uma libertadores ou um brasileiro. Em dois anos e meio de posse de um dos melhores elencos do Brasil, ganhou apenas dois Mineiros.

Depois veio a notícia da negociação de Kléber com o Palmeiras, desejo forte e explícito do jogador desde a perda do título da Libertadores em 2009. Kléber há algum tempo já não tinha a cabeça centrada no Cruzeiro. Não vinha jogando bem. O Palmeiras deve fazer bem a ele e vice-versa (se ele realmente quizer jogar bola). Após a notícia de sua saída, Perrella disse que o Cruzeiro contrataria um substituto a altura do Gladiador e hoje oficializou Robert como o escolhido. É pegadinha ??

E agora professor ?


Deu a lógica no sul. O Galo perdeu mais uma fora de casa e entrou para a zona de rebaixamento do Brasileirinho. A pergunta que se faz a Luxemburgo é a seguinte: como recuperar um time que ganhou o mineiro, entrou com moral no Brasileiro e agora acumula 3 derrotas seguidas, sendo que dormirá pela primeira vez no ano na zona da degola ?

Talvez para a sorte do treinador, o campeonato será paralisado para a Copa já na próxima rodada. Quando a fase não está das melhores, nada melhor do que dar uma pausa e "reestreiar" na competição. Porém, Luxemburgo terá certo trabalho para elevar a confiança e a moral do grupo. Derrotas seguidas costumam ser um baque na confiança, naquela coragem de arriscar um drible, ou um chute de longa distância. Cabe ao treinador, com a ajuda de seu staff, devolver aos jogadores a crença de que eles podem sim ganhar os jogos daqui para frente.

O Atlético tem um time competitivo para ficar na chamada "primeira página" da tabela. Não é e nem será candidato a rebaixamento, porém para não ficar mais uma vez brigando nas posições intermediárias, terá que resolver dois problemas. O primeiro é a bola de cabeça na zaga. O segundo é a cabeça dos jogadores.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Palpites para a sexta rodada


GALO TENTA REGULAR FORA DE CASA

Jogo extremamente difícil para o Atlético, por diversos motivos. O Grêmio tem mais time, está jogando melhor e ainda joga no Olímpico, onde raramente perde. E para piorar, o Galo anda completamente perdido quando atua fora de casa. Luxemburgo treinou o time com 3 zagueiros, uma boa opção para tentar segurar o tricolor gaúcho. Porém as seguidas falhas nos últimos jogos não inspiram confiança na defesa alvinegra, motivo pelo qual é bastante difícil o Galo trazer algum pontinho do sul. Ao menos que Tardelli e Muriqui estajam em noite inspirada e consigam compensar com gols as mancadas do setor defensivo.

Palpite: 3 x 1 Grêmio

CRUZEIRO JOGA SUAS ÚLTIMAS FICHAS PARA EVITAR A "CRISE"

O jogo de logo mais no Mineirão vale muito mais do que 3 pontos para a raposa. Uma eventual derrota para o Santos representa a chegada definitiva da "crise" que ronda o time, além de tornar a situação do técnico Adílson Batista insustentável. A eliminação do mineiro, da libertadores e as últimas atuações do time distanciaram a torcida dos jogadores, tiraram a tranquilidade da diretoria e do time. Este é o cenário que define "crise" dentro do nosso futebol. Mais uma vez, Kléber está fora. Wellington Paulista também. Porém, para a sorte do time celeste, a situação do Santos já não é mais a mesma de algumas semanas atrás. A qualidade do futebol caiu, ao mesmo tempo em que a conexão entre Dorival e os jogadores foi quebrada com os recentes episódios de reclamações contra o técnico. Jogo que tem tudo para ser a noite dos goleiros.

Palpite: empate em 2 x 2